Um ano

21/06/2008

Curitiba.

Parafraseando alguém (Barthes) que parafraseou a Bíblia: o Poder é Legião.

Não sei se foi ele (Barthes) ou John Cage que afirmou um dia ouvir o som de pés a marchar quando lia uma sentença.

Um provérbio: cada cabeça, uma sentença.

Pois, sim: o Poder é Legião.


Comentário sobre a publicidade de um banco

04/07/2007

Jean-Claude Bernardet é um conhecido (e importante) crítico de cinema. Confira abaixo mini-crônica dele a respeito da atual campanha de um grande banco brasileiro. É um pequeno exemplo, o texto abaixo, da crítica que podemos fazer dos procedimentos retóricos da propaganda, sem perder a sutileza jamais… Extraído do blog de Bernardet no UOL.

Banco Nos seus filminhos publicitários (aliás bem bolados) um banco nos informa que “nem parece banco”. Qual é o problema?Não é bom parecer banco? É melhor disfarçar?Um banco que não parece banco nem por isso deixa de ser um banco. Por que não quer parecer? Responderão: atendimento cordial, menos burocracia (como aparece em alguns filminhos). Mas será este o motivo real ?Ou haveria outro motivo mais fundo para não querer parecer banco?


Sinal dos tempos

18/06/2007

Os publicitários passaram a espernear muito. Estão desesperados diante de um fato anômalo (embora não seja novidade): a sociedade começa a enxergar a prática da publicidade como um problema social. Isto é: a prática publicitária começa a entrar para a agenda política da sociedade civil. Como alvo.

Vamos comentar esse processo aqui com frequência.


Qualquer coisa que se diga

08/05/2007

Qualquer coisa que se diga ou qualquer coisa que se faça, por mais que não se queira ou não se dê conta, o é sob a égide de uma perguntinha chata: qual é o sentido?

É que parece que o sentido é algo que não é, simplesmente; é algo que se inventa.

Daí fica-se, mais ou menos, na mesma, sob a sombra da perguntinha chata, virada sobre sua própria cauda: e aí?

É isso.


09/04/2007

A paz branquinha


A retórica das imagens

09/04/2007

O que é que tem compor uma peça gráfica com imagem de uma criança branca, de braços abertos, sob o vasto céu, e flores? O que é que tem “imaginar” a paz assim branquinha e loira?


Prática crítica

27/03/2007

Vejo o que existe; vejo o que sei que existe. Por isso, vejo.  A visão não é inocente. Daí é preciso ver mais: ver como se vê. Subver.

 O que será que eu não estou vendo agora?